Ontem eu li um texto de um blog que venho acompanhando que dizia - "Continuar numa relação onde as pessoas não mais se relacionam faz tanto sentido quanto ir patinar porque está com fome. Você perde tempo, pessoas, vida. Você ganha arranhões que poderiam ter sido evitados, ganha mágoas de alguém que poderia ter sido sempre especial e só. Ninguém disse que iria ser fácil, ninguém disse que não iria doer. O costume grita e você pensa que é o amor ainda vivo em algum canto. Grande engano, grande perigo. Até que o costume mude de figura, tudo é vazio, lembrança, saudade, tudo é ele. Mesmo depois do fim, mesmo sem amor. É o velho vício de mexer na ferida, sentir fisgada só pra não ficar sem sentir nada." - Doeu ler tudo isso, doeu porque como dizem a verdade dói. É tão difícil aceitar que tudo aquilo que ele me disse um dia, não passou de palavras. Acho que nunca acreditei que isso aconteceria comigo um dia, logo eu sabe, que nunca me importei tanto com homem nenhum, talvez porque nunca tivesse realmente amado.
Sei que talvez pra ele eu tenha sido apenas mais uma, talvez não tenha feito diferença alguma e que existem mulheres muito mais excepcionais do que eu. Mas uma vez uma amiga me disse que me admirava, me admirava pela coragem de ter decidido terminar mesmo ainda gostando tanto, e essa mesma amiga enxugou cada lagrima minha, então eu percebi que eu o amei tanto, que esqueci de amar a mim, mas no momento em que eu tomei essa decisão eu percebi que nessa atitude o pouquinho de amor-próprio que ainda restava em mim estava ali.
Mas eu aprendi uma grande lição com tudo isso e acho que ainda estou aprendendo, aprendi que não adianta valorizar demais quem não sabe retribuir esse mesmo valor, que não adianta ir patinar quando se está com fome.
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